STF entra na fase decisiva do julgamento de Jair Bolsonaro
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de participação em uma suposta tentativa de golpe. O processo é considerado um dos mais relevantes da história recente do país e deve se estender até a próxima sexta-feira (12/09).
O que já aconteceu
O julgamento começou com a leitura do voto do ministro Alexandre de Moraes, que defendeu a condenação de Bolsonaro e dos demais réus. Para ele, houve uma estrutura organizada com o objetivo de impedir a posse do governo eleito em 2022.
Na sequência, o ministro Flávio Dino também acompanhou Moraes, formando um placar parcial de 2 a 0 pela condenação.
O que ainda falta acontecer
O processo ainda depende dos votos de três ministros:
• Luiz Fux
• Cármen Lúcia
• Cristiano Zanin
A decisão será tomada por maioria simples. Ou seja, bastam 3 votos em comum para definir o resultado — seja pela condenação, absolvição ou até um meio-termo, em caso de divergências parciais.
Possíveis cenários
• Condenação: Bolsonaro pode enfrentar até 40 anos de prisão, embora a legislação brasileira limite o tempo máximo de cumprimento.
• Absolvição: se houver maioria contra as acusações, o ex-presidente será absolvido.
• Voto divergente: os ministros podem optar por condenar apenas em parte, alterando penas ou reduzindo a gravidade dos crimes imputados.
Prazos e formato do julgamento
O julgamento ocorre em ambiente virtual. Cada ministro tem até sexta-feira (12/09) para registrar seu voto. Caso algum peça destaque (para levar ao plenário físico), o processo pode ser adiado e retomado em nova data.
Impacto político
A análise do STF é acompanhada de perto por setores da sociedade, da política e pela imprensa internacional.
• Críticos de Bolsonaro consideram o processo uma resposta institucional contra ataques à democracia.
• Apoiadores do ex-presidente, por outro lado, veem a ação como uma perseguição política e defendem sua inocência.
Independentemente do resultado, o julgamento deverá impactar o cenário político do Brasil nos próximos anos, especialmente em relação à participação de Bolsonaro e de seus aliados nas eleições futuras.
