Rio Grande do Sul se prepara para uma safra recorde de noz-pecã em 2026

Publicado em: 20/05 08:00

Rio Grande do Sul se prepara para uma safra recorde de noz-pecã em 2026

Safra de Noz-Pecã no Rio Grande do Sul: Expectativa de Recorde em 2026

O Rio Grande do Sul, responsável por impressionantes 90% da noz-pecã consumida no Brasil, projeta uma safra histórica para o ano de 2026. A Emater/RS-Ascar estima que a colheita deve alcançar a marca de 8 mil toneladas, um aumento notável em relação às 5,2 mil toneladas colhidas na última safra.

As condições climáticas têm sido um fator determinante para essa previsão otimista. Segundo o gerente regional da Emater, Guilherme Passamani, a precipitação de chuvas em períodos adequados foi essencial para o que muitos estão chamando de uma supersafra. "Tivemos precipitação em momentos adequados, que permitiram que a gente tivesse essa supersafra que a gente está observando agora", destaca.

Além das chuvas, dias ensolarados e ventos leves durante o processo de brotação e floração das nogueiras proporcionaram condições ideais para produtividade. A colheita, que se estenderá até o mês de junho, está a cargo de processos mecanizados, onde máquinas balançam as nogueiras para que os frutos caiam de forma eficiente.

Em uma fazenda localizada em Santa Maria, na Região Central do estado, são cultivados 20 mil pés de noz-pecã em uma área de 120 hectares. Após a colheita, as nozes passam por um meticuloso processo de limpeza, seleção e classificação por tamanho, garantindo um produto de qualidade superior para o mercado.

O produtor rural Eduardo Klumb menciona que, além das condições climáticas favoráveis, o manejo correto é outro pilar fundamental para o sucesso na produção de noz-pecã. “Aprendemos na cultura da pecã que você tem que não só aproveitar o ano da alternância, mas também adubar e usar os defensivos”, observa Klumb, ressaltando a importância de um trabalho contínuo e bem planejado.

Os municípios que se destacam pela sua vasta área de cultivo no estado incluem Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Anta Gorda e Santa Maria. O excelente rendimento dos pomares deve incentivar a entrada de novos produtores no mercado, ampliando as fronteiras comerciais da noz-pecã gaúcha.

Atualmente, a Itália ocupa a posição de principal importadora da noz-pecã do Rio Grande do Sul, e a expectativa do setor é de continuidade nesse crescimento. "Nós dispomos aqui dentro do Rio Grande do Sul de 8 mil a 9 mil hectares já plantados de Nogueira Pecã. Acreditamos que até 2030, o Brasil todo estará produzindo acima das 15 mil toneladas de noz pecan", prevê o presidente do Instituto Brasileiro de Pecan (IBPecan), Claiton Wallauer.

A rentabilidade crescente da cultura de noz-pecã tem se mostrado um forte estímulo para a expansão da atividade no estado. "Observamos que quem começa a cultivar geralmente tem um bom retorno e acaba ampliando a área, além de incentivar outros a iniciar essa atividade também", conclui Guilherme Passamani, gerente da Emater.

Conclusão

Assim, o Rio Grande do Sul se prepara não apenas para uma safra recorde, mas também para consolidar-se ainda mais como a liderança nacional na produção de noz-pecã. As perspectivas favoráveis em termos de clima e manejo indicam que o futuro da cultura no estado é promissor, beneficiando tanto os produtores quanto a economia local.

Fonte: G1 Agro

Palavras Chave: noz-pecã, safra recorde, Rio Grande do Sul, Emater, clima favorável, cultivo, manejo agrícola, crescimento econômico, IBPecan, exportação,

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