Frutas Exóticas se Tornam uma Realidade no Espírito Santo
O Espírito Santo tem se tornado um novo polo na produção de frutas exóticas no Brasil, com destaque para a achachairu, pitaya e lichia. Esses cultivos estão atraindo a atenção de agricultores da Região Serrana, que buscam diversificar suas culturas e aumentar a renda por meio da introdução de novas variedades em suas propriedades.
O Cultivo do Achachairu
A achachairu, uma fruta originária da Bolívia, é uma das principais apostas dos agricultores capixabas. Com sabor agridoce e uma polpa suculenta, essa fruta tem se mostrado uma boa opção para o cultivo em climas frios do Espírito Santo. A sua adaptação ao solo e clima da região é um dos fatores que a torna atraente, uma vez que permite que os produtores aproveitem melhor o espaço em suas plantações, misturando-a com outras culturas.
Especialistas apontam que o achachairu é rico em vitaminas B e C, além de possuir propriedades cicatrizantes, anti-oxidantes e anti-inflamatórias, o que aumenta seu valor agregado no mercado. A fruta é fácil de cultivar e, uma vez que a árvore entra em produção, pode oferecer um retorno financeiro significativo. De acordo com o produtor rural Protaze Magevski, o preço de venda desta fruta chega a R$ 15 o quilo.
Impacto na Produção da Pitaya e Lichia
Além da achachairu, os produtores capixabas também estão investindo no cultivo da pitaya e lichia. Nos últimos anos, o Espírito Santo registrou um aumento significativo na área colhida e na produção de pitaya, com um lucro superior a 20 milhões em 2023, gerando 398 toneladas somente nesse ano. Os municípios de Alfredo Chaves, Santa Leopoldina, Marataízes e Guarapari estão na liderança da produção estadual.
Por outro lado, a lichia apresentou uma leve queda na produção, mas ainda alcançou a marca de 439 toneladas em 2023. Embora haja uma certa instabilidade na produção deste fruto, ele continua sendo uma opção viável para os produtores locais.
Diversificação e Sustentabilidade no Cultivo
Os agricultores, como Daniel Paul, que aproveitou o terreno da família para plantar além da mandioca, apostaram também em romã e pitaya. Segundo o produtor, a variedade da pitaya é um exemplo de planta que, apesar de exigir um manejo cuidadoso, trouxe resultados positivos, permitindo diversificar a renda familiar.
O engenheiro agrônomo Protaze Magevski enfatizou a importância do manejo consciente e da escolha de variedades menos comuns, como a pitaya de casca amarela e espinhos. “Essas escolhas ajudam a quebrar a monotonia da agricultura tradicional e atraem o consumidor à busca por novidades no mercado,” afirmou ele.
Curiosidades sobre as Frutas Exóticas
Achachairu:
- Caracterizada pelo sabor agridoce e polpa suculenta;
- Possui um invólucro resistente, facilitando o transporte;
- Gosta de clima frio, podendo prosperar nas terras serranas do Espírito Santo.
Pitaya:
- É conhecida como fruta do dragão devido ao seu formato peculiar;
- Oferece uma diversidade de sabores e cores que chamam a atenção dos consumidores;
- De fácil manejo e colheita, ideal para pequenos e médios produtores.
Lichia:
- Com sabor doce e refrescante, é altamente apreciada em feiras e mercados;
- Possui propriedades antioxidantes relevantes para a saúde;
- Se adapta bem ao clima tropical, embora apresentando oscilações na produção.
Conclusão
A adoção de frutas exóticas como achachairu, pitaya e lichia pelos agricultores do Espírito Santo representa não apenas uma diversificação em suas atividades, mas também uma possibilidade real de aumentar a renda e fortalecer o mercado local. A agricultura capixaba, ao abrir suas portas para essas variedades, mostra-se adaptável e inovadora, elevando o padrão de qualidade da produção nacional.
Fonte: G1 Agro
Palavras Chave: Espírito Santo, frutas exóticas, achachairu, pitaya, lichia, agricultura, produção, renda, diversificação de culturas, agronegócio,
