Alta nos Preços da Carne Suína Beneficia Produtores Paulistas
Em fevereiro de 2025, o mercado suinícola em São Paulo apresentou uma valorização marcante, com o preço da carcaça suína subindo 10,8% em relação a janeiro, estabelecendo-se em R$ 13,20 por quilo. Essa elevação é um sinal positivo para os produtores de carne suína, que estão vendo um momento favorável no setor, especialmente em relação ao poder de compra do farelo de soja, um insumo essencial na suinocultura.
Poder de compra em alta
Os pesquisadores do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba destacam que o poder de compra dos suinocultores está 54% acima da média histórica do Cepea, desde o início da série em janeiro de 2024. Isso significa que, ao vender um quilo de suíno vivo, o produtor está conseguindo adquirir 5,57 quilos de farelo de soja, segundo as últimas análises. Essa é a maior relação de troca registrada pelo Cepea desde dezembro de 2004, quando atingiu o recorde de 6,49 quilos.
Influência dos preços do farelo de soja
Ademais, a análise do Cepea mostra que o preço médio do suíno vivo em setembro de 2025 foi de R$ 9,25 por quilo, um dos maiores já observados no ano. Essa melhora no cenário dos suinocultores é fortemente impactada pelas recentes quedas nos preços do farelo de soja, que, na região de Campinas, alcançou um valor médio de R$ 1.660,53 por tonelada – 21,7% inferior ao preço do mesmo período do ano anterior.
Exportações e Demanda Aumentam
Outro fator que contribui para essa fase otimista é o crescimento expressivo nas exportações de carne suína brasileira, que avançaram cerca de 72% entre janeiro e agosto de 2025. Em janeiro, foram 7,7 mil toneladas exportadas, enquanto em agosto esse volume saltou para 13,3 mil toneladas. Os principais destinos incluem Chile e Filipinas, com o Chile destacando-se no mês de julho, quando 14,5 mil toneladas foram enviadas, sendo o dobro do que foi enviado em janeiro.
Chile e Filipinas como Destinos Principais
No quadro das exportações, o Chile emergiu como um dos principais destinos da carne suína brasileira, ocupando o segundo lugar em julho e agosto de 2025, graças ao reconhecimento do governo chileno em relação ao estado de sanidade do Paraná, um dos maiores produtores do Brasil.
Perspectivas no Mercado de Suínos
Os preços do suíno vivo e da carne suína continuam a se firmar, contrastando com as quedas usualmente observadas nesta época do ano. Segundo o Cepea, a demanda aquecida, especialmente no começo de setembro, ajudou a elevar os preços. Isso se deve a uma procura consistente que se manteve mesmo na segunda metade do mês, impedindo a diminuição dos valores. Nos dados recentes, os preços do suíno vivo em diversas praças acompanhadas pelo Cepea subiram em agosto em comparação a julho, refletindo um mercado robusto.
Conclusão
Para os suinocultores, 2025 está se mostrando um ano promissor, repleto de oportunidades impulsionadas por preços mais altos na venda de carne suína e pela maior capacidade de compra de farelo de soja. O panorama de crescimento nas exportações e o fortalecimento da demanda são fatores que, sem dúvida, contribuirão para a expansão do setor suinícola nas próximas temporadas.
Fonte: G1 Agro
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