Minas Gerais enfrenta um novo desafio sanitário com a decretação de emergência por gripe aviária. Na última terça-feira, 27 de março, o governo do estado confirmou a situação de emergência sanitária animal, em resposta a um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) identificado em aves ornamentais. A confirmação ocorreu em um sítio situado na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A situação de emergência terá validade de 90 dias e surge após a identificação de dois gansos e um cisne negro silvestre. É importante frisar que as aves afetadas não pertencem a propriedades comerciais, o que reduz o impacto imediato nas operações de avicultura em Minas Gerais. O governo ressalta que “não há motivo para pânico” e que todas as medidas cabíveis estão sendo rigorosamente implementadas.
O impacto dessa medida nas exportações do estado foi considerado mínimo, uma vez que o comércio exterior brasileiro leva em consideração apenas surtos que ocorram em granjas comerciais. No entanto, as autoridades estão mantendo vigilância rigorosa para evitar qualquer eventualidade.
No âmbito nacional, o Brasil também começou a registrar casos da doença, com um incidente em uma granja comercial na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Desde então, autoridades locais e o governo federal têm adotado uma série de estratégias para impedir a propagação da gripe aviária entre as aves.
Com a declaração de situação de emergência, Minas Gerais poderá mobilizar recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros para o enfrentamento eficaz da doença. O governo estadual, em colaboração com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), garante que a gripe aviária não representa risco à saúde humana, uma vez que a contaminação não ocorre pelo consumo de carne ou ovos derivados de aves infectadas. No entanto, as consequências para a produção agropecuária são graves, uma vez que o vírus pode causar altas taxas de mortalidade em aves.
Minas Gerais se destaca como o segundo maior produtor de ovos no Brasil e ocupa a quinta posição na produção de galináceos. Diante do risco, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) informou que não se trata do primeiro caso registrado na região. Em 2023, um pato silvestre da espécie Cairina moschata foi diagnosticado com Influenza Aviária de Baixa Patogenicidade (H9N2), uma variante que apresenta sintomas leves ou inexistentes nas aves e não representa risco para os humanos.
Além disso, o governo mineiro já havia tomado medidas preventivas significativas antes da decretação de emergência. Em maio, foram descartadas 450 toneladas de ovos férteis provenientes de uma granja em Montenegro, a qual foi identificada como portadora do vírus. Essa decisão, baseada no Plano de Contingência da Influenza Aviária, visa garantir a segurança sanitária e controlar a propagação do vírus.
As medidas que o governo está implementando incluem o monitoramento contínuo da fauna silvestre e a coordenação de ações com instituições de pesquisa e universidades para compreender melhor a dinâmica da doença e suas implicações a longo prazo. O governo também se comprometeu a informar a população sobre os riscos e as estratégias de controle, garantindo que o setor agropecuário mantivesse a transparência em suas operações.
Impactos e Prevenções
Apesar das preocupações, o governo mineiro está assegurando que as medidas necessárias para o controle da gripe aviária estão sob rigoroso acompanhamento. Autoridades locais continuarão a trabalhar em colaboração com o MAPA e outras entidades para implementar ações efetivas de prevenção e controle.
Os produtores devem seguir as orientações das autoridades de saúde pública e manter a vigilância em suas propriedades. O alerta de emergência serve como um lembrete da importância de práticas adequadas de biossegurança e da necessidade de resposta rápida a quaisquer novas ocorrências que possam surgir.
Em um estado com uma base agropecuária forte, como Minas Gerais, a prevenção é fundamental para garantir que a produção agropecuária continue saudável e produtiva. Com o constante monitoramento e a implementação de práticas de controle, o governo estadual visa não apenas proteger a saúde animal, mas também garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade da indústria no estado.
Fonte: G1 Agro
Palavras Chave: Minas Gerais, gripe aviária, Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, emergência sanitária, avicultura, produção agropecuária, saúde pública,
