Microverdes e PANCs: A Revolução Verde na Alta Gastronomia do Espírito Santo

Publicado em: 13/04 12:00

Microverdes e PANCs: A Revolução Verde na Alta Gastronomia do Espírito Santo

A Revolução Verde na Alta Gastronomia

No coração do Espírito Santo, um fenômeno agrícola tem ganhado destaque: a produção de microverdes e plantas alimentícias não convencionais (PANCs). Essas miniplantas, que incluem variedades como capuchinha, ora-pro-nóbis e taioba, têm conquistado não só os cozinheiros mas também os paladares mais exigentes da alta gastronomia.

Cultivo Sustentável

Localizada na zona rural de Vila Velha, a propriedade do agrônomo Giliard Prúcoli é um exemplo de como é possível unir sustentabilidade e lucratividade. Em apenas dois anos, Giliard conseguiu dobrar o faturamento de sua plantação, explorando um mercado que, até então, era pouco conhecido. O cultivo em sistema de agricultura periurbana permite a produção não apenas em ambiente controlado, mas também ao ar livre, garantindo uma diversidade de produtos frescos e saudáveis.

O Potencial das PANCs

As PANCs, muitas vezes chamadas de "matos de comer", oferecem sabores únicos e uma rica gama de nutrientes. Por exemplo, a capuchinha, muito utilizada na decoração de pratos, também é rica em antioxidantes e nutrientes essenciais. Esses pequenos vegetais são colhidos entre sete e 21 dias após o plantio, garantindo que suas propriedades nutricionais estejam no auge.

Atração na Alta Gastronomia

Com a crescente demanda por ingredientes frescos e inusitados, chefs de todo o Espírito Santo têm buscado essas microplantas e flores comestíveis. Os produtores, Giliard e seu parceiro, Jadiel Assunção, perceberam a oportunidade de expandir a produção e, consequentemente, melhoraram a estrutura de cultivo. “A casa que a gente tinha de produção ficou pequena. A gente precisou expandir.”, explica Jadiel, mencionando a importância de um ambiente adequado para garantir a qualidade da produção.

Flores Comestíveis: Uma Nova Trend

As flores comestíveis também estão em alta, não só por seu valor estético, mas também pelo seu potencial nutricional. Segundo Jadiel, “as flores chamam atenção pela estética, mas também têm nutrientes que são vantajosos para a saúde.” A produção atual é de cerca de 4 mil unidades por mês, e os principais clientes incluem chefs e restaurantes sofisticados em Vitória e São Paulo.

Do Mundo da Moda para o Campo

Curiosamente, Jadiel Assunção, antes de se aventurar na agricultura, trabalhou na área da moda. Ele traz essa influência para o cultivo, enfatizando a apresentação dos produtos. “Eu falo que não saí da minha área. Eu trouxe a moda comigo.” Essa visão é um dos diferenciadores do negócio, que investe na produção de espécies menos comuns, como o jambu, conhecido pela sua peculiaridade em provocar uma leve sensação de formigamento na boca.

Desafios e Oportunidades

Apesar de alguns preconceitos sobre o consumo de microverdes e PANCs, os produtores acreditam que a conscientização do público sobre a importância da alimentação saudável e sustentável está crescendo. “À primeira vista pode parecer algo supérfluo ou caro, mas quando você entende o diferencial, passa a olhar com outros olhos.”, finaliza Giliard, ressaltando a necessidade de educação do consumidor.

Conclusão

A produção de microverdes e PANCs no Espírito Santo é mais do que uma tendência; é uma revolução verde que atende às demandas da alta gastronomia enquanto promove práticas sustentáveis. A aposta dos produtores nesses pequenos vegetais e flores comestíveis abre um novo horizonte para a agricultura local, mostrando que o futuro da culinária pode estar nas miniplantas que estão, de fato, revolucionando pratos em todo o estado.

Fonte: G1 Agro

Palavras Chave: microverdes, PANCs, plantas alimentícias não convencionais, agricultura sustentável, alta gastronomia, Espírito Santo, capuchinha, flores comestíveis,

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