Inovações nas Estufas Holandesas Transformam a Horticultura Global
Na Universidade de Wageningen, nos Países Baixos, um novo padrão de produção agrícola está sendo estabelecido. Com estufas de alta tecnologia que utilizam inteligência artificial e sensores de última geração, a produção de tomates, por exemplo, pode alcançar até 100 kg por metro quadrado anualmente, o que representa um salto de 500% em relação às estufas tradicionais da América Latina, onde a produção gira em torno de 20 kg por metro quadrado.
Um Ecossistema de Inovação
A Universidade de Wageningen é o coração do que é conhecido como o Food Valley, um complexo de pesquisa que colocou os Países Baixos como o terceiro maior exportador de alimentos do mundo, apesar de seu território ser 70 vezes menor que o da Argentina. Esse sucesso se deve a um ecossistema que favorece a inovação constante e o compartilhamento de conhecimento entre agricultores e pesquisadores.
O professor Leo Marcelis, chefe do grupo de Horticultura e Fisiologia Vegetal, afirma que o clima marítimo e a proximidade de grandes mercados consumidores, como Alemanha e Reino Unido, favorecem a produção. Com um sistema de colaboração robusto, os agricultores nas proximidades se ajudam mutuamente, visitando e aprendendo uns com os outros em suas propriedades, um aspecto cultural que se reflete na alta tecnologia das estufas.
Tecnologia e Sustentabilidade em Foco
A eficiência das estufas holandesas se reflete no uso de sensores e algoritmos de inteligência artificial para monitorar variáveis como temperatura, níveis de CO2 e umidade, permitindo que as plantas prosperem em condições ideais. No entanto, o maior desafio identificado pelos pesquisadores é o alto consumo de energia dessas instalações. O aquecimento das estufas, essencial em um país com climas frios, representa 10% do consumo nacional de gás.
A professora Cristina Zepeda, especialista em fitotecnia, destaca a ideia de criar sistemas que utilizem a energia de maneira mais eficiente, utilizando plantas como
Fonte: G1 Agro
