Governo proíbe venda da ração Forrage Horse após mortes de cavalos em Indaiatuba
Recentemente, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tomou a decisão de suspender cautelarmente a (a ração Forrage Horse, da fabricante Nutratta Nutrição Animal) devido a indícios de contaminação que podem ter provocado a morte de pelo menos 29 cavalos na cidade de Indaiatuba, São Paulo. A medida gerou uma série de críticas e uma forte mobilização por parte da empresa, que a classificou como “gravosa e desproporcional”.
A primeira morte de um equino em Indaiatuba foi registrada em 23 de abril. Desde então, um total de 63 mortes de cavalos foram catalogadas em diversas partes do Brasil, levantando a suspeita de que a ração Forrage Horse possa ter um papel nas fatalidades. Segundo o Mapa, a análise de amostras da ração revelou a presença de contaminantes que prejudicariam a saúde animal, levando à proibição da venda do produto.
O Conselho de Medicina Veterinária também destacou a necessidade de inspeção na fábrica de ração localizada em Itumbiara, Goiás, onde a produção da Forrage Horse é realizada. A situação levantou preocupações sobre a segurança alimentar e os riscos associados à nutrição animal no Brasil.
Reações e Defesa da Nutratta
Em resposta à suspensão, a Nutratta Nutrição Animal anunciou que está tomando medidas administrativas e judiciais para contestar a decisão do Mapa. O advogado Diêgo Vilela, que representa a empresa, declarou que “não há nenhum elemento que estabeleça nexo entre o consumo da ração e a mortalidade dos equinos” e criticou a medida como sendo precipitada e sem fundamento técnico. Além disso, ressaltou que a empresa já havia suspendido a venda e a fabricação da ração para investigar as causas das mortes.
O advogado enfatizou que a Nutratta estava em processo de recolhimento de lotes da ração em questão e que o Mapa tinha pleno conhecimento das ações da empresa. “Se o problema é na ração, por que então suspender as atividades da fábrica?”, questionou Vilela, apontando que outros produtos da Nutratta, destinados a diferentes espécies animais, não apresentaram problemas.
Análises e Investigações em Curso
A Nutratta aguarda os resultados das análises laboratoriais que devem esclarecer as causas da suposta contaminação da ração. O advogado da empresa expressou que não se pode descartar a possibilidade de que o problema possa não estar relacionado à ração e de que a contaminação tenha ocorrido fora dos limites da fábrica.
Por outro lado, a situação em Indaiatuba é preocupante. Veterinários que atenderam os animais afetados identificaram sintomas que podem ser compatíveis com intoxicação alimentar, como desânimo e alterações hepáticas. No entanto, sem laudos definitivos que comprovem a ligação entre a ração e os casos de mortalidade, o cenário permanece nebuloso.
Próximos Passos e Banimento
No último ofício publicado, o Mapa fez um apelo à população para que as denúncias sobre o caso sejam encaminhadas à Ouvidoria do Ministério, garantindo uma coleta de dados mais eficaz e racional. As embalagens da ração Forrage Horse fabricadas após 8 de março de 2025 estão proibidas para consumo.
A polémica em torno da Nutratta e a ração Forrage Horse ressalta a complexidade envolvendo a segurança alimentar no setor agropecuário. As investigações continuam, e a comunidade agropecuária aguarda os desdobramentos deste incidente, que pode impactar tanto a indústria quanto os cuidados com os animais no Brasil.
Fonte: G1 Agro
Palavras Chave: Nutratta, ração Forrage Horse, mortes de cavalos, Indaiatuba, Mapa, segurança alimentar, nutrição animal, contaminação, investigação, saúde animal,
