EUA Impõem Nova Tarifa de 25% sobre Produtos de Pesca do Brasil: O Que Está em Jogo?
No último dia 21, o Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil revelou uma lista detalhada dos peixes e crustáceos que sofrerão uma nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos. Essa medida, que teve início em 22 de outubro, surge após uma investigação do governo de Donald Trump, que encontrou práticas brasileiras que limitam o comércio bilateral, como o uso do sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.
O novo cenário traz importantes implicações para o setor pesqueiro e de aquicultura no Brasil, dado que os produtos isentos representam uma parcela significativa, cerca de 89,2% do total exportado para os EUA em 2025. Entre os itens que continuarão a ser comercializados isentos de tarifas, destacam-se peixes como tilápia, atum, espadarte e lagosta congelada.
Produtos Isentos de Taxas
A lista de produtos isentos inclui algumas das principais mercadorias na pauta de exportações do Brasil. Os seguintes itens não estão sujeitos à nova taxa:
- Albacora-laje fresca ou refrigerada;
- Albacora-bandolim fresca ou refrigerada;
- Cavalinhas frescas ou refrigeradas;
- Espadarte fresco ou refrigerado;
- Tilápia fresca ou refrigerada;
- Tilápia inteira congelada;
- Filé de tilápia fresco ou refrigerado;
- Lagosta congelada;
- Outros peixes congelados, como corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas e cherne-poveiro.
Produtos que Sofrem Taxação
Por outro lado, alguns produtos estarão sujeitos à nova tarifa de 25%. A lista inclui:
- Farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana;
- Outros peixes das famílias Bregmacerotidae, Gadidae e outras;
- Filé de tilápia congelado;
- Outros filés congelados de peixes;
- Outras carnes de peixes, frescas, refrigeradas ou congeladas;
- Lagostas vivas, frescas ou refrigeradas;
- Algas próprias para alimentação humana;
- Outras algas frescas, refrigeradas, congeladas ou secas.
Esse tarifaço representa uma possível mudança no cenário comercial entre Brasil e EUA, levantando preocupações sobre o impacto que tal medidas poderão ter sobre a economia nacional, especialmente no que diz respeito às exportações do setor pesqueiro.
Como o Brasil Deverá Reagir?
Após a implementação dessa nova tarifa, a pergunta que fica é: como o Brasil deverá reagir a essas novas taxações? O governo brasileiro ainda está analisando suas opções, incluindo possíveis respostas diplomáticas e retaliatórias. É de suma importância que as autoridades entendam as implicações para a imagem do país no exterior e a confiança de seus parceiros comerciais.
Embora a isenção de um número expressivo de produtos traga algum alívio ao setor pesqueiro brasileiro, a imposição de tarifas sobre outros produtos quarteirão pode levar a uma revisão das estratégias de exportação. O governo irá trabalhar para garantir que os produtos brasileiros ainda se destaquem no mercado internacional, mesmo diante das novas barreiras econômicas impostas.
Em um cenário onde o comércio internacional se torna cada vez mais complexo, o Brasil precisará fortalecer suas relações comerciais e investir em inovação e sustentabilidade para se manter competitivo. O futuro das exportações brasileiras de pescados e crustáceos dependerá não apenas de como lidamos com essa nova realidade, mas também da capacidade de adaptação e inovação do setor.
Este cenário representa, portanto, um importante desafio para o Brasil, mas também uma oportunidade de revisão e fortalecimento das relações comerciais com outros países. O sucesso desse processo dependente uma abordagem estratégica e colaborativa, visando sempre o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura.
Fonte: G1 Agro
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