O dólar americano valorizou-se em relação ao real após uma abertura negativa, conforme os investidores demonstraram confiança na economia dos Estados Unidos. Dados recentes revelaram um crescimento de 1% nas vendas no varejo em julho, superando a previsão otimista de 0,3% do Dow Jones. Além disso, os pedidos novos de auxílio-desemprego caíram para 227 mil, abaixo da expectativa de 236 mil.
Às 9h45, o dólar comercial registrava alta de 0,25%, operando a R$ 5,481 na compra e R$ 5,483 na venda. Na B3, o contrato futuro de dólar (DOLc1) subia 0,26%, alcançando 5.493 pontos. O Banco Central programou um leilão de até 12.000 contratos de swap cambial tradicional como parte de suas operações de rolagem com vencimento em 1 de outubro de 2024.
A valorização da moeda americana é sustentada pela divulgação de dados econômicos melhores que o esperado e pela diminuição das preocupações acerca de uma possível recessão nos EUA. Após seis dias de desvalorização, o dólar fechou em leve alta na quarta-feira (14), com investidores reconsiderando suas posições na moeda.
Além disso, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA foi divulgado conforme o consenso do mercado, reduzindo expectativas de um corte significativo nas taxas de juros pelo Federal Reserve na próxima reunião de setembro. A projeção agora é de um possível corte mais moderado, de 25 pontos-base, aumentando a probabilidade de uma abordagem cautelosa.
Esses fatores contribuem para um panorama otimista a curto prazo no que se refere à economia americana e ao desempenho do dólar.
