Desafios da Safra de Figo em Itapetininga: Como Produtores Enfrentam o Clima Adverso em 2026

Publicado em: 02/03 07:00

Desafios da Safra de Figo em Itapetininga: Como Produtores Enfrentam o Clima Adverso em 2026

Introdução

O cultivo de figo tem ganhado destaque na região de Itapetininga, São Paulo, não apenas pela versatilidade do fruto, que é apreciado em diversas receitas, mas também pela oportunidade econômica que representa para muitos produtores locais. A safra, que se estende de dezembro até abril e início de maio, começa a ser complicada em 2026 devido a chuvas antecipadas e, consequentemente, a necessidade de adaptação por parte dos agricultores.

O cenário dos produtores

José Ronaldo Serigioli, um dos agricultores que cultiva figos há quatro anos, enfrenta as dificuldades impostas pelo clima com determinação. Em sua propriedade, ele possui 200 pés distribuídos em uma área de 2.000 metros quadrados. A colheita, realizada manualmente em dois dias da semana, é uma importante fonte de renda para ele e sua família, que vendem as frutas na feira livre da cidade.

Preocupado com a qualidade e o volume de sua produção, que neste ano está estimada em cerca de duas toneladas, José Ronaldo adotou algumas estratégias para minimizar os impactos das chuvas. Uma dessas medidas foi a aplicação de cal nas figueiras, uma prática que busca fortalecer as plantas e aumentar sua resistência às condições climáticas adversas.

A experiência de Daniel Nache em Alambari

A realidade de José não é única. Em Alambari, município vizinho, o produtor Daniel Nache também enfrenta desafios semelhantes. Com uma área de 4.000 metros quadrados e 500 pés de figo, ele espera colher cerca de 7,5 toneladas até o mês de maio. Assim como José, Daniel tem consciência de que as chuvas em maior volume são um fator a ser administrado. Sua abordagem para lidar com o problema inclui a realização de colheitas diárias e cuidados especiais com a adubação, o que contribui para maximizar a produtividade apesar das condições climáticas adversas.

Desafios e oportunidades no mercado

Dados da Produção Agrícola Municipal revelam que a produtividade de figos em Itapetininga atingiu 17 toneladas por hectare em 2024. Apesar dos números positivos, os produtores enfrentam um dos maiores desafios: a concorrência de outras regiões produtoras e do mercado externo. Neste contexto, a estratégia para fidelizar consumidores passa pela qualidade da fruta e pela adoção de práticas sustentáveis que ressaltam a excelência do produto local.

Inovações e tecnologias na agricultura

A adoção de novas tecnologias e práticas de cultivo sustentável é um caminho promissor para os agricultores da região. Técnicas como irrigação controlada, manejo integrado de pragas e o uso de cultivares mais resistentes podem ser cruciais para enfrentar as incertezas climáticas. Além disso, a integração de informações meteorológicas precisas permite que os produtores se preparem melhor para as variações climáticas e ajustem suas práticas de cultivo conforme necessário.

Conclusão

Os desafios enfrentados pelos produtores de figo em Itapetininga e Alambari em 2026 são um reflexo das mudanças climáticas e exigem resiliência e inovação por parte dos agricultores. Ao adotar estratégias que vão desde práticas culturais sustentáveis até a aplicação de tecnologias avançadas, eles buscam não apenas garantir suas colheitas, mas também se posicionar de forma competitiva no mercado local e externo. A história desses produtores é um exemplo de perseverança e adaptação diante das adversidades, refletindo a importância do setor agropecuário na economia local.

Fonte: G1 Agro

Palavras Chave: figo, Itapetininga, agricultura, produção agrícola, colheita, clima, mercado, produção sustentável,

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