Cuidado com Ervas Tóxicas: A Importância da Alimentação Segura para o Gado

Publicado em: 30/09 08:00

Cuidado com Ervas Tóxicas: A Importância da Alimentação Segura para o Gado

Cuidado com Ervas Tóxicas: A Importância da Alimentação Segura para o Gado

A gestão da saúde dos animais de produção é uma prioridade para qualquer criador. No entanto, muitos não têm consciência do perigo das ervas tóxicas que podem surgir entre as pastagens. Plantas como a erva-de-rato, maria-mole, samambaia-do-campo e cicuta são algumas das espécies que podem causar sérios danos aos bovinos, levando até à morte em casos extremos.

O veterinário Ronerio Bach alerta que muitas vezes os sintomas não são facilmente perceptíveis, o que torna ainda mais complicado o diagnóstico de intoxicação. “As plantas que causam morte súbita não vão deixar muitos sintomas nítidos, somente a presença do veterinário e, de acordo com a avaliação dele, a necessidade de uma necrópsia para definir exatamente”, explica. Além disso, a baixa notificação de casos de mortes atribuídas a ervas tóxicas complica a prevenção, já que esses óbitos são frequentemente confundidos com picadas de cobras ou outras doenças.

Pesquisas apontam que até 15% da mortalidade animal pode estar relacionada à ingestão de plantas tóxicas, o que coloca em alerta os criadores. O criador e produtor João Flávio, que teve experiências dolorosas com perda de animais por intoxicação, compartilha a importância de um monitoramento constante do pasto. "Intensificamos as vistorias e a aplicação de herbicidas nos locais onde identificamos essas plantas perigosas", conta.

Uma estratégia eficaz que tem sido adotada é a integração lavoura-pecuária. O administrador de uma fazenda no noroeste paulista, Vinicius Gonçalves, destaca que o revezamento de pastagens com o plantio de milho é uma prática que ajuda a combater a proliferação das ervas daninhas. “Anualmente, rotacionamos plantações e fornecemos milho para o confinamento do gado. Após o cultivo do milho, semeamos capim, como a braquiária, para garantir a saúde da pastagem”, explica. Essa técnica não é apenas uma simples troca de culturas, mas uma ação estratégica que ajuda a manter a biodiversidade do solo e reduzir a ocorrência de plantas indesejadas.

Porém, apesar de técnicas como o revezamento, Vinicius reforça que o uso de herbicidas deve ser mantido de forma regular. “As sementes das ervas tóxicas podem permanecer adormecidas no solo por longos períodos. Portanto, o controle químico precisa ser feito anualmente para garantir a segurança dos animais”, afirma. Graças aos avanços tecnológicos, é possível realizar um controle mais eficiente. “Com um trator e uma bomba, conseguimos aplicar herbicidas específicos que eliminam as ervas tóxicas rapidamente”, conclui.

É fundamental que os criadores estejam sempre atentos e bem informados sobre as plantas que podem representar riscos. Uma alimentação segura e bem gerenciada é vital para manter a saúde do rebanho e, consequentemente, a rentabilidade da propriedade. Vigilância contínua e práticas de manejo adequado podem fazer toda a diferença, salvando não apenas vidas, mas também o patrimônio investido em cada animal.

Para mais informações sobre como gerir a saúde do seu rebanho e prevenir a intoxicação por ervas tóxicas, fique atento às reportagens e dicas do programa Nosso Campo.

Fonte: G1 Agro

Palavras Chave: ervas tóxicas, gado, pastagem, alimentação animal, saúde do rebanho, segurança alimentar, manejo de pastagens, herbicidas, integração lavoura-pecuária,

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