Cotações de Carne: A Ascensão do Porco e o Aquecimento da Carne Bovina em 2026

Publicado em: 14/04 12:00

Cotações de Carne: A Ascensão do Porco e o Aquecimento da Carne Bovina em 2026

Cotações das Carnes em 2026: O Que Está Acontecendo?

O mercado de carnes no Brasil, especialmente as cotações da carne de boi e de porco, vem passando por uma oscilação significativa nos primeiros meses de 2026. Em março, a carne suína ganhou destaque com uma redução nas cotações, tornando-se mais competitiva em relação à carne bovina. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em Piracicaba, SP, é uma fonte preponderante para entender essas dinâmicas de preço.

Queda nas Cotações da Carne Suína

Os valores das carcaças suínas caíram quase 3% em março, resultando em um aumento da competitividade frente à carne bovina. A diferença de preços alcançou seu maior nível nos últimos quatro anos, com uma diferença de R$ 14,26 por quilo. Essa oscilação é em parte devido ao baixo consumo durante a Quaresma, quando a demanda por carne suína geralmente diminui significativamente.

Em contrapartida, o preço médio da carcaça especial suína no atacado da Grande São Paulo fechou em R$ 10,06 o quilo em março de 2026, refletindo uma queda de 2,8% em comparação a fevereiro. Segundo analistas do Cepea, “a desvalorização esteve atrelada à baixa liquidez tanto no mercado do animal vivo quanto no da carne, devido ao período da Quaresma”, explicam.

Estabilidade da Carne Bovina

Enquanto a carne suína viu uma retração nos preços, a carne de boi neste mesmo intervalo experimentou uma leve valorização de 2,6%. O preço médio da carcaça casada bovina na Grande São Paulo alcançou R$ 24,32 o quilo, refletindo a intensa demanda internacional e a baixa oferta de animais prontos para abate.

Outro fator principal é o aumento das exportações. No primeiro trimestre de 2026, o Brasil exportou um total de 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura, marcando um aumento de 19,7% em relação ao ano anterior e 36,6% superior aos números de 2024. Isso é particularmente significativo em um cenário onde a carne brasileira continua a ser valorizada no mercado externo.

A Frequência do Mercado Interno

No início de abril, observa-se que tanto os preços do boi gordo quanto os do bezerro e da carne continuam em ascensão, impulsionados pela sólida demanda internacional e a oferta restrita. Assim, a previsão para o mercado é de alta continuada nos preços, sustentada por fatores tanto internos quanto externos.

Setores em Acompanhamento

Por outro lado, o setor da suinocultura apresenta um quadro mais preocupante. As cotações do suíno vivo testemunharam quedas de até 20% em fevereiro de 2026 em áreas produtoras do interior de São Paulo, como Piracicaba. As quedas são atribuídas à baixa procura da indústria e à falta de interesse por lotes de animais no mercado independente.

O clima de incerteza também é exacerbado por conflitos no Oriente Médio, que podem afetar a logística de transporte e distribuição, colocando mais pressão sobre os preços e os mercados internos. Apesar do fato de que a região não é um grande consumidor de carne suína brasileira, o aumento dos custos de frete e seguros marítimos pode gerar inquietação entre exportadores e revendedores.

Conclusão

O ano de 2026, assegurado por uma volatilidade nas cotações da carne, demanda um acompanhamento atento dos fatores que influenciam essas dinâmicas. Os agentes do setor, em especial do meio agro, devem permanecer vigilantes quanto às oscilações de preço e à demanda externa enquanto navegam por esse mercado desafiador. A interligação entre os fatores de oferta e demanda, tanto no Brasil quanto no exterior, será crucial para a sustentação dos preços e do setor agropecuário nos meses por vir.

Fonte: G1 Agro

Palavras Chave: cotações carne suína, cotações carne bovina, mercado de carne 2026, Cepea, preços carne, exportações carne brasileira, suinocultura, oferta e demanda carne, alta preços boi gordo,

Compartilhar esta notícia
Buscar notícia
Últimas notícias
Categorias de Notícias
Avatar Tião IA

Tire suas dúvidas sobre o agro com Tião, a IA do Agro