Café Fake: Entenda a Proibição de Marcas e Como Diferenciar Produtos na Prateleira

Publicado em: 02/06 13:00

Café Fake: Entenda a Proibição de Marcas e Como Diferenciar Produtos na Prateleira

Café Fake: Entenda a Proibição e como Diferenciar Produtos na Prateleira

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recentemente tomou a decisão de proibir a fabricação e venda de três marcas de 'pó para preparo de bebida sabor café', que foram popularmente apelidadas de 'café fake'. Essa medida surge após a detecção de substâncias potencialmente nocivas nos produtos, gerando preocupação em relação à segurança alimentar.

O Que é Café Fake?

O termo 'café fake' refere-se a produtos que tentam simular o sabor e a apresentação do café, mas que, na verdade, contêm ingredientes que não são grãos de café. O uso de embalagens que imitam marcas conhecidas, como Melitta, confunde o consumidor. A descrição 'pó para preparo de bebida sabor café', visivelmente em letras pequenas, muitas vezes é negligenciada na hora da compra.

Marcas Proibidas e Riscos à Saúde

As marcas que tiveram suas vendas proibidas incluem Melissa, Pingo Preto e Oficial. Essas já haviam sido reprovadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) devido à inadequação para o consumo, com a decisão ocorrendo em 25 de março. O alerta foi reforçado pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), cuja pesquisa revelou que pacotes de 500 g dessas marcas eram comercializados por preços muito abaixo da média, sendo encontrados a R$ 13,99.

Investigação e Ingredientes Utilizados

A Anvisa e o MAPA estão investigando quais ingredientes realmente compõem esses produtos. De acordo com o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do MAPA, Hugo Caruso, o produto precisa ser composto apenas por grãos de café para ser considerado um “café”. No entanto, muitos produtos identificados como 'café fake' são feitos a partir de grãos de cevada ou milho, o que pode representar um risco à saúde dos consumidores.

Identificando Café Fake na Prateleira

Mariana Ribeiro, nutricionista do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), aponta que os rótulos desses produtos utilizam imagens que remetem ao café, utilizando xícaras e grãos para enganchar a atenção do consumidor. Com nomes similares às marcas de café reconhecidas, como 'Melissa' em referência à famosa 'Melitta', a confusão é ampliada.

A questão não se limita apenas à embalagem. A legislação brasileira, através da Resolução da Diretoria Colegiada RDC nº 719/2022, também especifica categorias que podem englobar esses produtos, como a “mistura para preparo de alimentos ou bebidas”. Produtos como cappuccino e mistura para bolos estão nesses regulamentos, mas a falta de clareza na rotulagem leva os consumidores a erros na hora da escolha.

Por Que o Café Fake É Prejudicial?

Além do preço inferior, que pode ser atrativo, o consumo de café fake pode trazer riscos à saúde. Os produtos não especificam claramente sua composição, podendo conter aditivos e até mesmo ingredientes não permitidos. Isso significa que, ao invés de café puro, os consumidores podem estar adquirindo produtos ultraprocessados que apresentam riscos à saúde, especialmente por causa de aromatizantes e outros componentes não naturais.

Conscientização do Consumidor

É fundamental que os consumidores desenvolvam a habilidade de ler rótulos e compreender a verdadeira composição dos produtos que estão adquirindo. A nutricionista Ribeiro destaca a importância de estar alerta para a possível presença de impurezas, que podem ser infelizes surpresas ao abrir uma embalagem que aparentemente se parece com café.

Os consumidores devem ficar atentos à indicação dos tipos de ingredientes na parte de trás das embalagens. Em muitos casos, o que se encontra é a referência a uma “polpa de café”, mas que na prática, é colada à casca do grão, o que não é ideal para consumo. De acordo com a legislação brasileira, é permitido que o café tenha até 1% de impurezas naturais como folhas e cascas, mas isso não se aplica se o produto contém ingredientes diferentes, como a cevada ou milho, que são usados para falsificação intencional.

Conclusão

Cabe a cada consumidor ser proativo e educar-se para reconhecer a diferença entre o verdadeiro café e o “café fake” que tenta lhe enganar. Com a legislação em evolução e a fiscalização sendo reforçada, é possível esperar um futuro mais seguro e saudável para todos os apreciadores dessa bebida tão querida.

Fonte: G1 Agro

Palavras Chave: café fake, Anvisa, produtos proibidos, saúde alimentar, diferenças entre café e pó sabor café, marcas de café, consumo consciente, educação do consumidor,

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