Brasil Pode Retomar Exportações de Frango Após 28 Dias Sem Novos Casos de Gripe Aviária
O Brasil está caminhando para a possibilidade de retomar suas exportações de frango para mercados internacionais, incluindo a China e a União Europeia, desde que consiga evitar novos casos de gripe aviária pelo período de 28 dias. Essa informação foi confirmada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (19).
O ciclo do vírus H5N1 requer este prazo de 28 dias sem novos registros para que o Brasil seja considerado livre do vírus. “Se em 28 dias não tiver nenhum outro caso, a gente pode com tranquilidade, baseado em ciência, dizer ao mercado e aos outros compradores que o Brasil está livre de gripe aviária”, afirmou Fávaro. Essa afirmação é crucial, uma vez que países como China e União Europeia, bem como a Argentina, suspenderam as importações de carne de frango do Brasil em resposta ao primeiro caso registrado de gripe aviária em uma granja comercial, ocorrido em Montenegro (RS) no dia 15 de outubro.
O ministro também ressaltou que o fim do prazo de 28 dias não garante que todas as restrições serão levantadas de imediato, já que cada mercado pode ter suas próprias exigências. “Muitos vão fazer questionamentos, tirar dúvidas, e isso é normal”, destacou. No entanto, Fávaro acredita que é possível que, após esse período, as restrições se limitem à região do Rio Grande do Sul ou mesmo apenas a Montenegro, onde o caso foi confirmado. “Assim, gradativamente, voltaremos à normalidade”, completou.
A principal estratégia do governo para evitar novos casos de gripe aviária envolve o bloqueio e rastreamento das aves que saíram da granja afetada. Fávaro enfatizou a importância de medidas rigorosas, incluindo a inutilização de toda a produção oriunda dessa granja, como forma de reduzir o risco de novos surtos da doença. “Isso diminui muito o risco de novos casos”, afirmou.
Enquanto isso, o Ministério da Agricultura e Pecuária continua investigando novos casos suspeitos de gripe aviária, com dois casos em granjas comerciais sendo monitorados em Ipumirim (SC) e Aguiarnópolis (TO). Além disso, há uma investigação em curso referente a uma produção familiar em Salitre (CE). Outros três casos suspeitos anteriormente investigados, em Triunfo (RS), Graccho Cardoso (SE) e Nova Brasilândia (MT), resultaram negativos para a doença.
Desde a chegada do vírus H5N1 ao Brasil em 15 de maio de 2023, o país registrou um total de 2.883 casos suspeitos de síndrome respiratória em aves. Dessas suspeitas, apenas 166 foram confirmadas como gripe aviária, representando cerca de 5% do total. Entre as confirmações, há um foco em granja comercial e três que afetaram aves de subsistência. O restante das confirmações se deu em aves silvestres.
Atualmente, o cenário inclui dois casos confirmados e três suspeitos. Esses desenvolvimentos têm gerado uma onda de incertezas em torno da produção avícola no Brasil, que é o maior exportador mundial de carne de frango, com a China figurando como seu maior cliente. Em meio à crise, a indústria avícola aguarda a estabilização da situação, já que a recuperação do mercado internacional é essencial para o setor.
Os próximos 28 dias serão cruciais para o futuro das exportações brasileiras. O governo e os investidores do setor agropecuário devem acompanhar atentamente a evolução dos casos de gripe aviária, enquanto a população pode ter a tranquilidade de consumir carne ou ovos, segundo os especialistas do Ministério.
Gripe Aviária: O Que Isso Significa Para a Indústria de Frango no Brasil?
A gripe aviária é uma preocupação constante para produtores e consumidores. Entretanto, é importante destacar que, por enquanto, não existe risco para o consumo de carne ou ovos. Assim, com a possibilidade de reabertura dos mercados, é vital que o Brasil mantenha uma vigilância ativa em sua saúde avícola para não repetir cenários que possam ameaçar a produção nacional.
Fonte: G1 Agro
Palavras Chave: gripe aviária, Brasil, exportações de frango, H5N1, Carlos Fávaro, cadeia avícola, mercados internacionais, segurança alimentar, produção de frango,
