Brasil é Reconhecido pela China como Livre de Febre Aftosa, Aumentando Oportunidades de Exportação de Carne
A agência alfandegária da China confirmou, nesta terça-feira (2), que suspendeu as restrições anteriormente impostas relacionadas à febre aftosa no norte do Brasil. O governo chinês também reconheceu todo o território brasileiro como livre da doença, um marco significativo que poderá alavancar as exportações de carne bovina e suína do Brasil, especialmente para o vasto mercado chinês.
O Brasil, sendo o maior exportador mundial de carne bovina e de frango, já direcionou mais da metade de suas exportações de carne bovina para a China no último ano. Somente no primeiro trimestre de 2023, a China importou quase US$3 bilhões em carne do Brasil, segundo dados comerciais. Essa crescente demanda pela carne brasileira ressalta a importância do país no contexto global de proteína animal.
Em uma nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, as autoridades brasileiras destacaram que a nova medida deverá oferecer amplas oportunidades de exportação, incluindo miúdos e carne com osso. “A decisão anunciada hoje é fruto de mais de 20 anos de negociações entre Brasil e China”, afirmaram, ressaltando o trabalho constante e persistente na busca por este reconhecimento.
Este anúncio é especialmente relevante após a recente visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, onde foi estabelecido um “diálogo estratégico” em torno da questão da segurança alimentar e das trocas comerciais entre os dois países. A China, como a maior importadora mundial de carne bovina, representa um mercado-chave para os produtos brasileiros, e a reabertura desse mercado é estratégica para o setor agropecuário nacional.
No mês passado, durante a visita a Pequim, o ministro da Agricultura, André de Paula, pediu à China que permitisse o envio de uma quantidade maior de carne bovina, reivindicando a reatribuição das cotas de exportação não utilizadas por outros países. Contudo, essa solicitação foi negada, mas a recente suspensão das proibições representa um avanço significativo na relação comercial entre os dois países.
A China enfrentou recentemente um surto de febre aftosa em sua região noroeste, que foi identificado em março, afetando 219 bovinos de dois rebanhos distintas na província de Gansu e na região de Xinjiang. Em resposta ao surto, o governo chinês implementou rigorosos controles nas fronteiras, acelerou as aprovações de vacinas e tomou medidas de abate e desinfecção para conter a propagação da doença, antes de finalmente relaxar as restrições ao Brasil.
Essa nova fase nas relações comerciais é um momento de esperança para os produtores brasileiros de carne, especialmente em um momento em que a demanda global por alimentos aumenta. O Brasil, com sua capacidade de produção e qualidade na pecuária, está pronto para atender as novas necessidades do mercado chinês.
A perspectiva é que, com essas mudanças, o Brasil não só aumente suas exportações, mas também garanta uma presença sólida e competitiva no mercado internacional de carne. Com isso, o país pode solidificar sua posição como um líder no fornecimento de proteína de alta qualidade, essencial para o crescimento populacional e as necessidades alimentares do futuro.
Fonte: G1 Agro
Palavras Chave: Brasil, China, febre aftosa, exportação de carne, carne bovina, Ministério da Agricultura, oportunidades de mercado, proteína animal,
