Alckmin defende padrões sanitários do Brasil após veto da UE à carne brasileira
Na última quarta-feira (13), durante o 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília, o vice-presidente Geraldo Alckmin enfatizou a robustez dos padrões sanitários brasileiros em resposta ao veto à importação de carne do Brasil pela União Europeia (UE). O veto, anunciado em 12 de setembro, ocorreu devido a questões relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.
Impacto do veto da União Europeia
O veto resulta de uma atualização na lista da UE que estabelece normas para países que podem continuar exportando carne e outros produtos de origem animal. O Brasil foi excluído por não apresentar garantias adequadas quanto ao controle do uso de substâncias na criação animal.
“Tivemos um desafio similar com os Estados Unidos, mas conseguimos equacionar a situação, e estamos trabalhando para resolver essa questão com a UE também,” afirmou Alckmin durante o congresso. Ele destacou que a diplomacia e reuniões entre representantes brasileiros e americanos são fatores cruciais para chegar a um acordo.
Accords Comerciais no Agronegócio
Além disso, Alckmin lembrou a importância das recentes negociações do Brasil com Mercosul e outros blocos comerciais, que incluem acordos com Singapura, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e a própria União Europeia. O vice-presidente ressaltou que o acordo com a UE representa um mercado de US$ 22 trilhões, o maior entre blocos do mundo.
“Apesar das resistências, principalmente relacionadas ao setor agro, o acordo está bem formatado e possui salvaguardas que beneficiam ambas as partes,” afirmou Alckmin. Ele reiterou que as normas sanitárias adotadas pelo Brasil são reconhecidas internacionalmente, o que instiga o governo a buscar soluções diplomáticas para reverter a decisão da UE.
Reação do Governo Brasileiro
O governo brasileiro reagiu à decisão com surpresa e se posicionou contra a avaliação de que seus padrões sanitários não atendem às exigências da UE. A gestão atual acredita que a questão pode ser solucionada antes da implementação das restrições, que estão previstas para entrar em vigor em 3 de setembro.
“Temos normas públicas que proíbem o uso das substâncias questionadas e nossa produção de carne bovina segue elevada e de altíssima qualidade,” destacou um porta-voz do governo. O veto não afeta somente a carne bovina, mas também produtos como carne de frango, ovos, mel e pescados. No entanto, a carne de bovina é o produto mais relevante em termos de valor agregado nas exportações brasileiras.
Perspectivas Futuras para o Setor Agropecuário
Enquanto isso, o setor agropecuário se mantém alerta e preparado para as consequências dessa decisão. O veto da UE pode ter impactos significativos no mercado externo, afetando tanto pequenas quanto grandes propriedades rurais que dependem das exportações para garantir seus negócios.
Alckmin afirma que a situação pode ser revertida, se houver diálogo contínuo com a União Europeia. “Certamente, essa questão será equacionada, pois estamos diante de um imenso compromisso com a saúde pública e a qualidade de nossa produção,” ressaltou. “O Brasil é um exemplo global no cuidado sanitário, tanto na proteína animal quanto na proteína vegetal.”
Fonte: G1 Agro
Palavras Chave: Geraldo Alckmin, veto da UE, carne brasileira, padrões sanitários, agronegócio, Mercosul, acordos comerciais, antimicrobianos, produção de carne, União Europeia,
