O Crescimento Exponencial do Consumo de Pistache no Brasil
Nos últimos anos, os brasileiros têm se encantado com o pistache, uma iguaria antiga mencionada até no Velho Testamento. Apesar de o Brasil não produzir a semente, as importações de pistache triplicaram desde 2022, e em 2024 as importações já superaram 80% em relação ao ano anterior. Essa tendência reflete a crescente demanda, com 85% das importações vindas dos Estados Unidos, que lideram a produção global de pistache.
O sucesso do pistache no território brasileiro não é apenas uma moda passageira. De acordo com David Maganã, analista do Rabobank, a estrutura de mercado dos EUA se ajustou para atender à demanda global, e a resiliência das plantas às secas e ao clima quente da Califórnia tem favorecido a expansão produtiva. Isso indica que, nos próximos anos, devemos continuar a ver um fortalecimento do mercado do pistache no Brasil.
Iniciativas de Marketing Transformam o Perfil do Pistache
Uma série de campanhas promocionais coordenadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA tem ajudado a aumentar a visibilidade do pistache no Brasil. Feiras internacionais, projetos com chefs renomados e aulas de culinária têm apresentado o pistache como um ingrediente versátil e saudável, gerando um apelo irresistível entre os consumidores. O presidente da Associação Brasileira de Nozes, Castanhas e Frutas Secas (ABNC), José Eduardo Camargo, observa que, embora o marketing tenha influenciado nesse boom, o sabor e a qualidade também são fatores decisivos para essa popularização.
A Versatilidade do Pistache na Gastronomia Brasileira
Atualmente, o pistache já é utilizado em sorvetes, doces, panetones e uma infinidade de produtos alimentícios que estão dominando as prateleiras dos supermercados e as casas dos consumidores brasileiros. Sorveterias como a Bacio di Latte relataram um crescimento significativo na venda de produtos à base de pistache, que conquistou o paladar do público e se tornou o sabor mais vendido na rede.
O Futuro do Pistache no Brasil e no Mundo
Com a previsão de que a produção de pistache nos EUA atinja seu pico até 2028, o Brasil pode se beneficiar com a criação de uma indústria de pistache própria, idealmente em regiões como o Ceará. O crescimento contínuo e a diversificação do consumo de pistache indicam que o produto veio para ficar. Assim, o Brasil se abre para um futuro promissor no mercado de nozes, que poderia muito bem competir com o gigantesco mercado americano.
Fonte: G1 Agro
