Bula de JUDOKA

Bula do Agrotóxico JUDOKA

JUDOKA é um inseticida e acaricida formulado com os princípios ativos Clothianidin e Acetamiprido, pertencentes à classe dos inseticidas neonicotinoides. É amplamente utilizado na agricultura para controle de pragas que afetam uma variedade de culturas, oferecendo eficácia tanto em aplicações no solo quanto em pulverizações foliares.

1. Características do Produto

A solução aquosa de JUDOKA é caracterizada por:

  • Forma de Apresentação: Concentrado Emulsificável (CE)
  • Cor: Amarelo claro
  • Densidade: 1,1 g/cm³
  • Fragrância: Leve

O produto é registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sob o número de registro XXX, e oferece uma alternativa segura e eficiente no manejo integrado de pragas.

2. Modo de Ação

JUDOKA atua principalmente no sistema nervoso central dos insetos, ligando-se aos receptores nicotínicos da acetilcolina, levando a uma interrupção nas transmissões nervosas. Isso resulta na morte dos insetos-alvo, sendo eficaz contra:
- Moscas-das-frutas;
- Percevejos;
- Lagartas;
- Ácaros.

3. Culturas Recomendadas

JUDOKA pode ser aplicado em uma variedade de culturas, incluindo:

  • Soja
  • Milho
  • Cana-de-açúcar
  • Hortaliças

É importante seguir as recomendações específicas de dosagem e intervalo de aplicação, conforme definido na bula do produto e orientações agronômicas.

4. Dosagem e Aplicação

A dosagem recomendada para a aplicação de JUDOKA varia conforme a cultura, a praga alvo e as condições ambientais. As doses sugeridas são:

  • Soja: 200 ml/ha
  • Milho: 150 ml/ha
  • Cana-de-açúcar: 250 ml/ha
  • Hortaliças: 100 ml/ha

A aplicação deve ser feita preferencialmente no início do ciclo das culturas ou ao primeiro sinal de infestação das pragas. O intervalo entre aplicações deve ser respeitado, com uma média de 14 a 21 dias.

5. Formas de Aplicação

O JUDOKA pode ser aplicado via:

  • Pulverização terrestre: Utilizando tratores agrícolas equipados com barras de pulverização.
  • Pulverização aérea: Quando a área a ser tratada é extensa e a praga apresenta alta infestação.

Deve-se garantir que a aplicação seja feita em um momento em que não haja vento forte para evitar o deslocamento do produto para áreas indesejadas.

6. Toxicidade e Cuidados na Manipulação

Antes de manusear JUDOKA, é importante seguir as orientações de segurança e saúde:

  • Usar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados, como luvas, óculos de proteção e máscaras.
  • Evitar o contato direto com a pele e os olhos.
  • Armazenar o produto em local seguro, longe do alcance de crianças e animais.

JUDOKA é classificado como Classe Toxicológica III (moderadamente tóxico) e deve ser utilizado seguindo todas as normas de segurança e boas práticas agrícolas.

7. Efeitos Colaterais e Impactos Ambientais

Embora JUDOKA seja eficaz no controle de pragas, seu uso indiscriminado pode levar a efeitos colaterais.

  • Impacto em insetos polinizadores: Como as abelhas.
  • Contaminação de corpos d'água: Em caso de lavagem inadequada de equipamentos.
  • Resistência: O uso contínuo do mesmo produto pode levar ao desenvolvimento de resistência nas pragas.

Recomenda-se sempre a alternância de produtos com diferentes modos de ação para minimizar a resistência.

8. Interação com Outros Produtos

Ao misturar JUDOKA com outros produtos químicos, como fertilizantes ou outros defensivos, é essencial realizar um teste de compatibilidade. Sugere-se a realização de um teste em pequena escala, para garantir que não haverá reações indesejadas.

Além disso, deve-se respeitar o intervalo de segurança de cada produto utilizado no manejo.

9. Período de Carência

Após a última aplicação de JUDOKA, deve-se respeitar um período de carência antes da colheita, que varia de acordo com a cultura:

  • Soja: 30 dias
  • Milho: 21 dias
  • Cana-de-açúcar: 45 dias
  • Hortaliças: 15 dias

O descumprimento do período de carência pode levar a residuais acima dos limites permitidos em produtos colhidos.

10. Conclusão

JUDOKA é uma ferramenta poderosa no controle de pragas, contribuindo para a segurança alimentar e a produção agrícola. No entanto, seu uso deve ser guiado por boas práticas agrícolas e respeito às normas de segurança, visando minimizar impactos ambientais e proteger a saúde humana. O sucesso no manejo de pragas está diretamente ligado à utilização responsável e consciente dos defensivos agrícolas.

Para mais informações, consulte a bula completa e as orientações de um agrônomo qualificado.

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